Você provavelmente já ouviu falar em Big Data e talvez até saiba que o conceito é bastante aplicado em empresas inseridas em uma cultura de grande volume de dados. Em um sentido um tanto quanto diferente desse, o Small Data também entrega bons resultados, mas de uma forma menos complexa.
Hoje, a informação tem, cada vez mais, relação com poder. Afinal, geramos cerca de 2,5 quintilhões de bytes de dados por dia, segundo especialistas. Mas, será que somente aqueles que possuem grandes quantidades de dados são os verdadeiros poderosos? Como usar essas informações a nosso favor? Descubra as respostas no artigo abaixo.
Se você quiser saber mais como o Small Data contribui na inteligência de dados e o que difere esse conceito do Big Data, basta continuar a leitura. Acompanhe!
O que é Small Data?
Em tradução literal, ‘small’ quer dizer ‘pequeno’ e ‘data’ significa dados. Ou seja, uma pequena quantidade de dados, mas o suficiente para orientar as decisões humanas. Ainda que não seja tão conhecido como o Big Data, o Small Data é essencial para empresas que desejam usar informações estrategicamente.
Sem precisar de sistemas tecnológicos complexos, o conceito é capaz de gerar insights interessantes, ainda que o processamento de dados seja em menor escala. Nesse sentido, o Small Data direciona os estudos para um grupo específico de informações. E, por isso, as respostas costumam ser mais precisas.
Como você já deve saber, as empresas lidam com quantidades gigantescas de dados. Imagine ter que analisar cada um deles? Tendo esse cenário em vista, é mais fácil analisar demandas menores e específicas, especialmente, quando se precisa tomar decisões mais rápidas.
Dessa forma, o Small Data tem:
- Pequenos volumes de dados;
- Respostas precisas;
- Informações estruturadas;
- Menor necessidade de um especialista em dados.
E o Big Data?
Já o Big Data, como o nome sugere – ‘big’ quer dizer grande em português -, diz respeito a uma grande quantidade de informações reunidas. Para explicar melhor esse conceito, usa-se os três V’s: volume, velocidade e variedade.
Primeiro, volume, justamente pela gigantesca quantidade de dados a serem processados. Diante dessa perspectiva, muitas vezes, define-se o Big Data como ‘grandes blocos de informações não estruturadas’. Isto é, dados que não estão organizados em um padrão.
Em segundo lugar vem a velocidade, a fim de representar a rapidez com que tudo isso é coletado e processado. Já a variedade diz respeito ao número de tipos e formatos de dados, desde estruturados (numéricos) a não estruturados (documentos de texto, por exemplo).
Outras definições acrescentam mais dois V’s: veracidade, porque as informações precisam ser verdadeiras; e valor, já que os resultados devem ser relevantes para o negócio.
Assim, o Big Data possui:
- Grandes volumes de dados;
- Diversas fontes de informações;
- Geralmente, não estruturados;
- Necessidade de equipe especializada em análise de dados.
Quando aplicar cada conceito?
Nenhum é, necessariamente, mais vantajoso do que outro. São apenas conceitos diferentes que são aplicados em situações diversas ou, ainda, em conjunto.
O Big Data vai exigir uma tecnologia mais robusta e o olhar de um especialista para tirar bons resultados. Mas, em contrapartida, você tem mais chances de encontrar informações cruciais para conhecer seus clientes e fidelizá-los.
Por outro lado, o Small Data é extremamente preciso e, em razão disso, agiliza a tomada de decisão dos gestores. Para aplicá-lo, você não necessita de ferramentas sofisticadas de armazenamento.
Enquanto o primeiro tem um viés quantitativo, o outro é mais qualitativo. Portanto, o mundo ideal reúne os dois conceitos dentro das organizações. Inclusive, é possível extrair informações para análises de demandas menores por meio de ferramentas de Big Data.
Com um grande volume de dados, você pode estruturar uma campanha voltada à fidelização dos seus clientes, por exemplo. Depois, é possível coletar pequenos fragmentos de informações e aperfeiçoar a estratégia que já está em andamento.
A aplicação dos dados na recuperação de crédito
Os dados têm se tornado cada vez mais importantes para as empresas porque possuem inúmeras aplicações relevantes. Por esse motivo, tanto o Big Data quanto o Small Data são diferenciais em empresas financeiras, especialmente, nas assessorias de cobrança.
Ou seja, com dados, a gestão de inadimplentes e recuperação de crédito se tornam mais eficientes e estratégicas. A ferramenta pode ser utilizada, por exemplo, para saber qual canal é mais fácil para entrar em contato com o cliente e negociar uma dívida.
Se você gostou desse artigo, talvez possa se interessar por esse outro conteúdo sobre a relação entre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e as assessorias de cobrança. Boa leitura!