Aumento de preços, elevação das taxas de juros e perda do poder de compra. Este é o cenário o qual nos deparamos na economia brasileira. E os indícios não apontam melhores perspectivas em um futuro logo adiante.
Apesar do IPCA ter passado por uma deflação – inflação negativa -, em agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o IPCA acumulado de 12 meses, que chegou a 10,07%. Isto são aproximadamente cinco pontos percentuais acima da meta anual.
Para todas as empresas, é fundamental estar preparado para enfrentar os desafios econômicos que ainda vêm pela frente. Entenda, neste artigo, os impactos do aumento do IPCA para a sua empresa e os riscos da inflação para os próximos meses. Boa leitura!
O que é IPCA?
A sigla corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nesse sentido, se a inflação é o aumento de preços de produtos e serviços, o IPCA é o que faz a medição das variações desses valores para a população.
Ainda, existe o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Ambos são divulgados todos os meses IBGE. A diferença entre os dois termos é explicada justamente pela presença da palavra ‘amplo’.
O IPCA, como o nome sugere, engloba uma parcela maior da população. Esse índice vai apontar a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal entre um e 40 salários mínimos. Enquanto o INPC considera apenas as famílias de baixa renda, isto é, a oscilação do custo de vida médio daquelas com renda mensal de um a cinco salários mínimos.
Impactos do IPCA para a sua empresa
Na prática, quando o IPCA está em alta, significa que o consumidor perde o seu poder de compra. Se o preço aumenta, mas o salário continua o mesmo, significa que os mesmos R$ 10 não adquirem mais o que se comprava há dez, cinco anos.
Com isso, há um maior risco do aumento da inadimplência. Em geral, em tempos de inflação e alta de juros, percebe-se que:
- Consumo diminui e, por consequência, as vendas caem;
- Aumento dos custos de produção – a matéria-prima pode ficar mais cara;
- O bem-estar e produtividade dos colaboradores podem ser afetados, por conta do endividamento.
Se o problema é a recuperação de crédito, uma das formas de resolvê-la é criando uma boa estratégia de cobrança, com negociação eficiente e humanizada.
Os riscos da inflação para 2023
Pelo segundo ano consecutivo, a meta de inflação deverá ser descumprida. O objetivo, definido Conselho Monetário Nacional (CMN), estipulado para 2022 é de 3,5%. Porém, se variar entre 2% e 5% é considerado formalmente cumprido.
Diante desse contexto, vale ressaltar que o Banco Central já identificou que a meta de inflação não poderá ser atingida este ano. Agora, a projeção do mercado financeiro para o IPCA está em 7,11%.
No ano seguinte, em 2023, os especialistas acreditam que o índice chegue a 5,36%. Da mesma forma, se oscilar entre 1,75% e 4,75%, a meta de inflação será considerada cumprida.
Por conter esse crescimento, em agosto de 2022, a taxa básica de juros da economia brasileira – a Selic – atingiu o maior patamar em seis anos, quando chegou a 13,75%. Esse foi o décimo segundo aumento consecutivo anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom). E também é mais um motivo que leva a crer que o cenário do IPCA não deve melhorar e pode, inclusive, ter a meta de inflação superada em 2023, pelo terceiro ano seguido.
Se esse assunto é do seu interesse, confira o nosso infográfico sobre como a taxa Selic afeta as empresas. Aproveite e leia também um artigo a respeito de como avaliar e mensurar os resultados financeiros do seu negócio.